Iris avalia que ingerência indevida piorou transporte coletivo


Provocado por jornalistas a falar sobre o possível aumento da passagem do transporte coletivo urbano da região metropolitana de Goiânia, que deve passar dos atuais R$ 4,30 para R$ 4,50, o prefeito de Goiânia, íris Rezende, disse que a questão do transporte é um dos problemas mais complexos da cidade e dos outros municípios da região metropolitana.

Segundo íris Rezende, a situação experimentada hoje pelo transporte coletivo na região metropolitana é consequência de uma atitude intempestiva do governo passado, que teria “metido a cara no que não era dele”. De acordo com o emedebista, durante seu segundo mandato à frente da prefeitura de Goiânia, iniciado em 2005, muito foi feito pelo transporte coletivo da capital e a população sentiu significativas melhoras no sistema.

“Instituímos em Goiânia o melhor transporte do Brasil. Abrimos novas licitações, fizemos chegar às ruas 1,2 mil ônibus zero quilômetro, com todos os equipamentos especiais, e tudo estava arrumado, com a população satisfeita com os serviços prestados” lembra.

No entanto, o chefe do executivo goianiense diz que o governo passado “inventou” de assumir responsabilidades que nem eram suas e que também não tinha condições financeiras de fazê-lo.

“A verdade tem que ser dita. O governo anterior meteu a cara no que não era dele e deixou essa porcaria que está hoje, um instrumento de sofrimento para o povo, sem rumo e que obriga, agora, medidas mais duras por parte dos poderes” enfatizou.

Iris entende, porém, que o poder público deve cumprir suas obrigações e respeitar o que está acordado mediante contrato. Para o prefeito, não adianta endurecer para as empresas, exigir melhorias no transporte, sem antes a administração pública cumprir a sua parte.

“Agora, ficar segurando correção de passagem porque o transporte está ruim, eu pergunto, nós trabalhamos mediante uma inflação, se tudo se corrige, por que não corrigir a passagem? Qual a autoridade o poder público tem para exigir dessas empresas se não cumpre com seu dever? E o dever menor é esse da própria sociedade de corrigir em mais 20 centavos, eu não sei o que estão pedindo, no preço das passagens” entende.

O prefeito disse que vai procurar o atual governador do Estado, Ronaldo Caiado, para discutir uma maneira de melhorar a prestação dos serviços na região metropolitana. “Juntos e de mãos dadas, vamos entregar ao povo um novo transporte em Goiânia” prometeu.

Na manhã de ontem, 19/02, a Agência Goiana de Regulação do Estado de Goiás (AGR) aprovou o cálculo do novo valor da passagem apresentado pela Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC), definindo em R$ 4,50 o novo valor da passagem. Agora, a Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC) deve analisar a proposta.

Gratuidade

Em 2013, decreto assinado pelo então governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) criou o Passe Livre Estudantil, que garantia gratuidade no sistema de transporte coletivo a todos estudantes da região metropolitana. O valor dessa gratuidade foi estimado, à época, em R$ 9 milhões mensais.

Segundo o acordo firmado em 2014 entre as empresas de ônibus, as prefeituras da região metropolitana e o Estado de Goiás, 50% do valor da gratuidade de todo o sistema seria assumido pelo Governo estadual, que pagaria às empresas R$ 4,5 milhões mensais, já a partir de maio do ano de 2014, e os outros 50% seriam pagos pelas prefeituras e deveriam começar a ser pagos em janeiro de 2015. Entretanto, nenhuma parcela do acordo foi pago pelo Estado de Goiás e a dívida já chegava a R$ 45 milhões em janeiro de 2015.

Em fevereiro de 2015, o governador na época, Marconi Perillo (PSDB), foi à televisão dizer que não pagaria a parte do Governo de Goiás na gratuidade do sistema, alegando que o Estado não teria recursos para tal e que já subsidiava, às expensas do erário estadual, a meia passagem do eixo anhanguera. Com o calote assumido pelo governo estadual, as empresas tiveram que assumir o prejuízo e exigiram imediato aumento da passagem para que pudessem suportar a situação.

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