Curitiba retoma vanguarda no transporte com pacote de soluções


Movimento para consolidar Curitiba como cidade inovadora encontra no transporte público um dos principais canteiros e desafios. Referência mundial em planejamento urbano e transporte público, Curitiba busca com esse movimento retomar sua vocação para soluções de mobilidade, com o status de “cidade inteligente”.

A base dos projetos relacionados ao transporte está em promover uma maior integração entre todos os modais e projetos urbanísticos que resolvam um acúmulo de problemas no transporte, como tempo de viagem, valor da passagem, segurança e conforto.

O primeiro passo do processo foi a renovação da frota de transporte público das últimas décadas, passando pela modernização e ampliação da bilhetagem eletrônica. Novidade dos últimos dois anos é o surgimento dos micromodais na cidade, como bicicletas e patinetes, que em Curitiba tem serviços de compartilhamento administrados pelas empresas Yellow e Grin, por exemplo. A prefeitura fomenta outras que devem se instalar na cidade. Outra ação importante na área foi a normatização dos serviços de aplicativo de transporte, como Uber e 99.

Entre o que está por vir, a prefeitura destaca um ambicioso plano de ciclomobilidade, com a meta de dotar a cidade de 408 km de vias cicláveis até 2025. Outro programa é o de compartilhamento de carros elétricos, a ser lançado em 2020 pela Renault em Curitiba.

A intenção é viabilizar a criação de uma rede de car sharing (aluguel de carros compartilhados) elétricos na cidade. A Renault é líder na venda de carros elétricos no Brasil e na Europa, onde tem uma estrutura consolidada de car sharing, com mais de 6 mil operações.

Em Madri, na Espanha, a Renault atua por meio da joint venture Ferrovial Renault, empresa que tem uma frota de 650 veículos elétricos compartilhados.

Dois veículos elétricos Zoe da montadora francesa foram doados para testes na Prefeitura. Os veículos já são usados pela Urbs e Agência Curitiba.

De acordo com a prefeitura, tanto os carros elétricos, quantos os micromodais devem se integrar com os terminais do transporte público.

Redução da tarifa atrai passageiros aos ônibus

Com a aprovação do projeto que flexibiliza as formas de cobrança no transporte coletivo de Curitiba, a Urbs estuda novas formas de atrair passageiros. Além do bilhete temporal e da tarifa mais barata fora dos horários de pico, a empresa pensa em lançar linhas de ônibus por aplicativo, que seguiriam a lógica de empresas de transporte, como a Uber e a 99. O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, afirma que há um mapeamento em estudo para implantar os ônibus por demanda.

“Temos estudos sendo feitos, mapeamento, algumas regiões já definidas. O importante é modernização da legislação que possibilite fazer isso. Isso foi um enfrentamento feito pelo prefeito, e faz com que tenhamos mais segurança para por os projetos em prática”, afirma.

Nesse modelo o usuário pode solicitar o veículo e dirigir-se a um dos pontos de ônibus virtuais do sistema e é possível a identificação do motorista, acompanhamento do veículo, previsão de chegada e avaliação da viagem.

O presidente da Urbs cita também as iniciativas de revisão do transporte com base na experiência dos usuários. “Temos em andamento o desalinhamento do Eixo Sul até o Pinheiro e vai dar uma sobrevida de 30% no volume transportado. Já falamos sobre os outros meios de pagamento, como cartão de crédito. Estamos fazendo a tarifa diária e tarifa única que é o que o decreto prevê, trabalhando agora para liberar as linhas para o preço menor no entrepico.

Além disso, temos o desenvolvimento de mais faixas exclusivas, replanejando a frota, com sistema de planejamento de programação de frota”, explica.

A recuperação do sistema de monitoramento do transporte é outro avanço citado pelo presidente da Urbs. “Praticamente todas as estações-tubo têm câmeras e a Urbs instalou sistema de manutenção contínua. Fizemos uma grande recuperação do parque que estava deteriorado.

Contamos com a Guarda e com a PM que têm feito um grande trabalho, tanto que caiu em mais de 70% o número de ocorrências”, comemora.

Outro projeto, bastante cobrado pela população, é a implantação de ônibus elétricos ou híbridos. Ogeny explica, no entanto, que a prefeitura cobra uma reação do mercado automobilístico para que a aquisição seja viável. “Estamos em contato com a indústria que tem nos atendido.

O custo ainda é muito alto, mas logo devemos avançar nesse projeto”, diz.

Fonte: Bem Paraná – PR

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