Câmara aprova socorro para o transporte público


Socorro de R$ 4 bi para transporte é aprovado
Recursos vão para Estados e municípios e liberados a empresas em etapas; Senado ainda vai se manifestar
A Câmara aprovou ontem projeto de socorro de R$ 4 bilhões da União ao serviço de transporte coletivo. O projeto, que ainda precisa ser aprovado pelos senadores, prevê que os repasses serão feitos com recursos vinculados ao Fundo das Reservas Monetárias (FRM), extinto por meio de uma medida provisória sancionada em junho pelo presidente da República. A estimativa é que o fundo tenha cerca de R$ 8,6 bilhões.

Esse socorro chegou a ser citado na votação da manutenção do veto ao reajuste dos salários dos servidores públicos, na semana passada, na Câmara dos Deputados. “Estamos aqui a favor do auxílio emergencial, pelo socorro aos transportadores urbanos, que aqui vamos votar mais R$ 4 bilhões. Estamos hoje aqui votando a favor de tantas outras matérias que seriam afetadas com essa despesa de hoje”, disse o deputado Arthur Lira (PP-AL) no dia da votação do veto.

A proposta cria o Regime Especial de Emergência para o Transporte Coletivo Urbano e Metropolitano de Passageiros (Remetup), uma ajuda emergencial devido à pandemia causada pelo novo coronavírus para Estados e municípios com mais de 200 mil habitantes.

Pelo texto, os recursos serão transferidos a Estados e municípios e liberados a empresas de transporte em etapas, após cumprimento de uma série de condições estabelecidas em um termo de adesão. Governadores e prefeitos interessados na ajuda devem manifestar interesse em assinar o termo em até 30 dias após a publicação da lei.

Os recursos devem ser aplicados de forma proporcional ao número de passageiros transportados por cada empresa. Além disso, o texto veda o aumento de tarifa no serviço de transporte público coletivo de passageiros, urbano ou semiurbano, nos Estados e municípios que receberem a ajuda, enquanto durar o decreto de calamidade pública – isto é, até o dia 31 de dezembro deste ano.

Repartição. Pela proposta, a distribuição dos R$ 4 bilhões será feita da seguinte forma: 30% para Estados e Distrito Federal e 70% para municípios – a divisão será feita de forma proporcional à população residente.

Segundo o texto, a transferência deve ser feita para promover o “equilíbrio econômico dos contratos”, além de adequar o serviço aos padrões sanitários.

Entre os compromissos para os interessados em receber o benefício está a revisão dos contratos de prestação do serviço de transporte público coletivo de passageiros até 31 de dezembro de 2021. Também será preciso que Estados e municípios adotem instrumentos de priorização do transporte público coletivo de passageiros e do transporte não motorizado em relação ao transporte individual.

R$ 8,6 bi é o montante do FRM, extinto por MP, de onde devem sair os recursos para socorrer as empresas

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